Abre o Voto

Metodologia

O que conta como fonte

Um senador passa de “não declarou” para “declarou voto em” só com uma fonte pública que diga, com o nome do candidato, em quem ele vota. Contam como fonte:

  • vídeo ou áudio público em que o senador diz em quem vota;
  • publicação no perfil oficial e verificado do senador;
  • matéria jornalística com citação direta, entre aspas, atribuída ao senador;
  • nota oficial do gabinete, do partido ou da liderança que nomeie o senador;
  • e-mail enviado do endereço institucional do senador (@senado.leg.br) para o Abre o Voto, publicado na íntegra na página do senador.

Não contam:

  • capturas de tela de WhatsApp;
  • relatos de terceiros e “fontes do partido”;
  • declarações genéricas, sem o nome de um candidato (“voto com a oposição”);
  • apoio de partido sem declaração individual do senador.

Cada declaração registra o candidato, a data, o tipo de fonte, o link e o trecho literal. Se um senador muda de voto, a nova declaração entra e a anterior fica no histórico.

Quem ainda não tomou posse, como o suplente que assume a vaga antes da eleição, pode declarar por e-mail do endereço oficial do cargo que ocupa hoje (@camara.leg.br, o domínio de um governo estadual) ou por mensagem direta de um perfil verificado. A mensagem é publicada na íntegra.

Lançar uma candidatura não é declarar voto: a vaga de um candidato segue a mesma regra das outras. A promessa de abrir o voto, ou o voto declarado em quem não é candidato, entra como observação, com fonte, sem mudar a situação do senador. Se um candidato desiste, quem tinha declarado voto nele volta a “não declarou”, e a declaração anterior fica no histórico.

Como o placar é ordenado

  • Os candidatos aparecem do que tem mais declarações para o que tem menos; no empate, em ordem alfabética.
  • A lista dos 81 senadores é alfabética pelo nome.
  • Em cada estado, os três senadores aparecem na ordem das vagas.
  • Quem deixou o mandato sai da conta e das listas. A página dele continua no ar, com a data da saída e o nome de quem assumiu a vaga. O total é sempre 81. Quando a saída já tem data marcada em lei, como a posse de um governador, a vaga passa ao suplente desde o registro, porque é ele quem vota em 1º de fevereiro.

Correções

Pedidos de correção recebem resposta em até 24 horas, pelo e-mail abreovoto@gmail.com. Cada correção fica registrada no histórico da página do senador e no histórico do repositório; nada é apagado em silêncio. Quando a correção passa por uma issue pública no repositório, a issue é o registro do que foi pedido e do que foi decidido.

De onde vêm os dados

Nome, partido, estado e vaga de cada senador vêm dos dados abertos do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As fotos são as oficiais dessas fontes, e o crédito de cada uma (Agência Senado, Câmara dos Deputados ou TSE) está nos dados.

Tudo fica no diretório data do repositório, em arquivos de texto que qualquer pessoa pode ler. O placar inteiro também está em um arquivo só: dados.json.

Licença

Os dados são publicados sob a licença CC BY 4.0: podem ser usados e republicados, com crédito ao Abre o Voto. O código é publicado sob a licença MIT.